sábado, 2 de julho de 2011

Desejo

alma tem sede de alma
corpo de corpo
agora,
aqui,
em mim
ambos afinados
cada a exigir o seu bocado

sexta-feira, 1 de julho de 2011

na caça de uma alma pra prosear.
a busca é ferrenha,
elas têm certa habilidade sobre-humana de se esconder

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Nuvens no céu

Eu tô aqui remontando o quebra-cabeça em que se espatifou meu coração. Perdida e cheia de peças desconexas nas minhas mãos, tento desvendar o labirinto que tu és e para o qual me arrastaste. Tá difícil organizar cada pedacinho de pensamento meu, de sorrisos quebrados teus. 

Eu sempre gostei de enigmas, mas o que me és está se tornando uma sina. Minha. Que eu odeio e crucifico por medo de que daí ressuscite o que eu matei. Amor. Amor que eu proclamo defunto. Finado. Desnecessário. O amor é nocivo à saúde, sabias? Vício. Meu. Parei. Tô limpa.

Ou tava. Tá faltando esta peça, ainda. Ainda. 

O fato é que me embaraças, me embaralhas, me espalhas em milhares de interrogações que esperam um sim. Do amor. Teu. Do meu que morreu. 

O teu tem desfibrilador?

Um bem carregado, por favor.